quinta-feira, 27 de setembro de 2007


Pensem nas estrelas, no brilho delas, de todas elas... Esta noite ele levantou a cabeça e teve a ousadia de olhar pro céu, havia tempo em que não praticava esse ato. Mas hoje o fez, não sentiu saudade ou melancolia, dirá a sensação de erros que sentia quando ficava por horas deitado olhando as estrelas. No coração dele quase não há habitação. Disso é certeza pelo cheiro da mão. Se ele tentar de novo ganhará perdão, mas no momento a única pessoa viva que ali habita recebe o prazer de toda sua atenção, mesmo o coitado sabendo que não terá resposta, admirá-la-á durante um bom tempo. Passando horas conversando consigo ele encontrou a solução, que já existia e conhecia, no entanto só agora pode praticá-la.

Pensem na grama, saboreie do áspero do chão, e sinta o vento no rosto... Ele foi feliz na decisão, as coisas tomaram dimensões estranhas, nem boas nem ruins, mas estranhas. O que são concepções não é verdade? Hoje ele tem consciência dos enganos, no entanto tem certeza do acerto. A grama não traz boas lembranças, nem o áspero do chão, talvez as lagartixas brigando ao lado do banco onde foi palco para umas coisas absurdamente legais tragam boas lembranças: talvez... Porém o que me deixa feliz, é o vento, que traça rotas inimagináveis e que não se resume a apenas isso.É simplesmente quando o vento atinge o seu rosto é que ele vem a ter noção do tamanho que tem, e da proporção que seus atos podem tomar.

Pensem nos pássaros, vejam somente os azuis, ele é um daqueles... O que lhe ensinaram foi isso, não existe pássaro com mais classe que ele, com penas mais brilhantes que as dele, com um vôo mais encantador como o dele. Dentre todos ele é o que se destaca no bando, ele até foi feliz na escolha, mas não foram felizes para escolherem ele. Um vôo triste no céu, um tombo feio no chão.

Não pensem em nada, não sintam nada, e utilizem da política mais sutil. Eles não perdoam então dê amor e não espere algo em troca, pois só assim terá resposta desse estranho escravo. Hoje ele acordou bem, havia tempos que não acordava assim...

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