quarta-feira, 17 de outubro de 2007


Jovial o vento tirou-lhe o vestido,
soltou-lhe o cabelo, e o resto?
Não digo...

– Parem e observem a forma como ela vem... Caminhando lentamente, com uma das mangas de sua camiseta caindo-lhe sobre ombro, com aquele mesmo olhar discreto, e repleto de superioridade... de cabelos parcialmente presos em um nível elevado de sua cabeça, passeando hora nos seus ombros, hora no seu rosto, tornando-a cada vez mais linda a cada brisa que impulsiona o movimento... com lábios tão rosados e provocantes quanto sua forma e inteligência... E admirem, por que ela vem caminhando e fazendo observações:
– mais um que come poeira, e outro que come poeira –
Não há nada que a faça parar, que lhe traga do alto ao chão...
Que a transmita a mínima idéia de bom,
Que a conquiste.
Ela é linda e palavras não podem lhe derrubar,
E não derrubarão...
Quando vem o vento?
Ela não perdoa,
E quanto passa o tempo?
Ela não para,
E enquanto os outros a admiram?
Ela sorrir, e não se explica...

Não se pode explicar a forma como aqueles cabelos provocam, de que jeito ela consegue esse mérito tão vil, não se pode imaginar o porquê dela não voltar e não olhar para trás, essa menina não tem manual e tão pouco é uma menina... Não se pode ter a simples noção do que tem naqueles olhos negros que todos almejam ser focados... Não se conhece a razão do mundo da qual ela vive... Essa garota perdeu a inocência á algum tempo,
e sabendo disso, ela não quer procurar...


Ela tem um coração blindado, e sem portas... Deve existir ma passagem secreta, assim como um conhecedor de tal fato, mas são apenas boatos de uma garota sem coração... Ainda não conheço quem tenha entrado ali, ainda não conheço quem pudesse acompanhá-la nesse seu trajeto sem volta. Sem paradas. Sem descanso.

– E mais outro come poeira, e outro que come poeira –

Ela não para, não sente medo e nem remorso. Ela por si só se completa.
Eu estou totalmente alheio à situação,
E extremamente leigo no assunto...


A única coisa que eu sei dela é que ela sem fazer nada, simplesmente conquista!

Eu parei, e me tornei mais um:
– Mais um que come poeira...

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