quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008


“... uma vez me falaram que os melhores amigos são aqueles com quem sentamos horas pra conversar e não falamos nenhuma palavra, mas ainda assim saímos com a sensação de que foi a melhor conversa que já tivemos em nossas vidas... Há alguns meses não existia amizade, (Não e você sabe que não, mas eu não preciso lembrar...), no entanto algo que era tão primitivo se tornou sólido e forte (mesmo que com a ajuda de alguns senos de “x”, unidos a camisas amarelas, fedores na cantina, enfim...), certas coisas não tem como evitar. Foi como você disse hoje, o mundo dá voltas e uma hora dessas a gente acaba percebendo que as coisas mais tolas e as mais elaboradas se confundem.... Há quem acredite que capacidade é você conseguir rir de besteira... Eu discordo! Capacidade é você fazer engenharia e ainda assim todos os dias conseguir rir das MESMAS besteiras... ”


À Juliana melo, com todo carinho...


E eu que ainda teimo em dar-me de frente com o vento, que ainda insisto em me apegar, que persisto ainda na idéia de estar contigo.
Tem horas que o vento leva as coisas que amamos sem perdão. Sem uma segunda alternativa.
Agora eu me pergunto,
Quem me fará rir se melando toda de sorvete?
Quem me acompanhará nas velhas canções de filmes infantis no meio da rua?
Quem vai cantar o salmo tão bem e com a maior satisfação do mundo?
Quem vai agradecer pelo proveitoso ensaio do coral?
Quem vai rir das minhas piadas bestas?
Quem vai brigar comigo na hora certa?
Quem vai me esperar e perdoar?
Quem vai me aturar de segunda a segunda?
Quem vai fazer tantas coisas, por mim e comigo, como só ELA fazia?

Juliana em minha vida foi um processo ao qual eu definiria como sendo estranho, mas de significação incrível. Como se fosse uma feira de ciências, um lugar escuro no shopping, ou uma tarde no parque.

Ela se dizia tão inconstante quanto à lua.
E é exatamente por isso que eu não sei explicar como ou de que forma aconteceu, mas ela se tornou a primeira e única garota que eu amei verdadeiramente em dimensões catastróficas,
tanto e como,
Que eu não sei explicar.
De poucas coisas sobre a gente que eu sei exemplificar, uma delas é sobre a forma como nos demos e damos bem e do quão divertido era estar ao lado dela.
De vê-la sorrir pra mim mesmo sabendo que tínhamos que entregar camisas amarelas. Sorrir, enquanto tomava sopa com limão. Enquanto caminhava muito. Enquanto atravessava a ponte. E acima de tudo, quando estudávamos calculo...

[ Sempre sem deixar de sorrir ]


Às vezes a gente queria se suicidar ou se jogar num poço...
Mas algumas vezes a gente queria se abraçar e ser feliz para sempre...
Outras vezes a gente só dividia o fone de ouvido e era tudo tão raro...
Entretanto.
Hoje, 600 km a separam de mim e do resto.
Eu não sei explicar a dor que sinto assim como a forma como isso foi acontecer.
Talvez seja esse o preço que devem pagar os gigantes.
Talvez Mathias seja um garoto de sorte.
Talvez eu não saiba o que estou dizendo.
E talvez tanta coisa que por horas parece forçado.
Por horas parece distante... por horas parece infinito.
Se esse texto fosse fazer parte de um quadro em um “flogão Pacatoo”, confesso que teria minhas duvidas quanto a musica que acompanharia a minha melancólica atitude de descrever a sua ausência, Juliana. Eu estaria em uma oscilação cruel entre Beatriz (Composição: Chico Buarque e Edu Lobo) e Parabólica (Composição: Humberto Gessinger).
Se eu a ti definiria como sendo uma “Princesinha parabólica”, ou se como, assumindo a forma de mais um mistério.
Se eu a queria “longe, longe, longe, aqui do lado”, ou se “eu pudesse entrar na sua vida”
Ficar-se-ia “completamente paranóico”, ou se observaria ela “dançar no sétimo céu”.
Mas voltando para casa um dia desses,
Eu vi que a musica certa não seria nenhuma dessas. A perfeita seria Tudo o que vai (Composição: Dado Villa-Lobos, Alvin L., Tony Platão )

Hoje é o dia
E eu quase posso tocar o silêncio
A casa vazia.
Só as coisas que você não quis
Me fazem companhia
Eu fico à vontade com a sua ausência
Eu já me acostumei a esquecer
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro
Salas e quartos
Somem sem deixar vestígio
Seu rosto em pedaços
Misturado com o que não sobrou
Do que eu sentia
Eu lembro dos filmes que eu nunca vi
Passando sem parar em algum lugar.
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais
Fica o gosto, ficam as fotos
Quanto tempo faz
Ficam os dedos, fica a memória
Eu nem me lembro mais

A única incoerência nessa musica seria dizer que eu esqueci.
Uma garota como você?
Inesquecível.


Bom, me desculpa todas as vezes que te tratei mal ou que te fiz algo de ruim. Desculpe-me também por não poder estar em sua casa como um amigo, para te dar um abraço nesse momento que eu julgaria como sendo um tanto delicado. Eu fiz todo o possível para voltar na quarta feira, infelizmente não pude por que faltaram vagas nos ônibus devido ao carnaval de Recife. Mas você deve saber sobre todo o meu apoio nessa sua nova fase. Fico triste em saber, que todos os dias quando eu me levantar para ir para a faculdade, não terei mais sua companhia alegre naquelas aulas tão tediosas. Mas em troca disso fico extremamente feliz, por você está realizando um sonho seu. E lembra uma vez, quando dissestes em uma daquelas mensagens que se “eu amasse eu compreenderia”? Pois bem, somos amigos, mas o que sinto por ti não deixa de ser amor, logo, embora não sem dor, eu compreendo. Então te desejo sucesso nessa nova etapa, e quando puder vem aqui que eu estou te devendo um abraço.
SAUDADES

Ps: Mathias será um garoto de sorte.
iUHAiuahIUAHuahiuHAUIhaiuHAUhaiuH