
Infelizmente este é o fim de minhas férias, a concretização de momentos incríveis, o começo de mais um semestre. Eu fiz planos que não aconteceram, eles lançaram flechas que não me atingiram. Eu tentei ao máximo ser eu mesmo, mas depois de algum tempo, após algumas experiências, eu confesso que já não sou o mesmo que eu tentei ser. Talvez leve algum tempo para que eu possa outra vez escutar a minha musica preferia, com os pés submersos na água do mar, debaixo do peso das estrelas mais brilhantes e a “lua” mais linda que eu já vi. Talvez nem demore tanto, até eu ir, de uma vez por todas morar naquele lugar.
Hoje, penúltimo dia de férias, eu por algum motivo desconhecido comecei a relembrar alguns momentos desses últimos meses. Momentos de felicidade, reconhecimento e reaproximação. Fim de um ano incerto, de acertos remotos e de um milhão de outras possibilidades de ser feliz e oscilar por isso. Coisas sobre a alvorada perfeita no Extremo Oriental das Américas, um carnaval insólito que insiste em não acabar em mim, e até mesmo os motivos pelos quais eu não falo tanto sobre o meu pai. Fatos como as duas quedas, a estrada, o Twingo e o Bargaço. Sem esquecer dos filmes, da “Mega televisão”, do pula-pula e das festas.
Provavelmente as férias acabaram cedo de mais, foi um curto tempo para tantos acontecimentos de oscilação extrema, tristeza e alegria me acompanhando em uma das piores semanas de minha vida. Entretanto, eu nunca pensei que fosse capaz de aprender tanto em tão pouco tempo. Aprender coisas como a diferença entre há minha hora e a hora certa. Sobre o que eu posso e o que eu quero. Sobre o tamanho das minhas pernas e o comprimento da avenida. Sobre a resistência dos meus braço e o total peso da pedra. Sobre a minha força contra o acaso e a “física”. Sobre a distancia e tempo comparados ao máximo caminho que eu posso fazer até a padaria da esquina. Eu aprendi coisas sobre tantas coisas que se eu soubesse antes, eu não teria deixado de rir. Eu não teria me abalado.
Eu coloquei um ponto em conversas longas, amarrando a terra quatro pés. Eu me permiti tentar e quase errei, quase fugi, quase pulei. Quase tanta coisa que não seria esse o texto certo para eu explicar. Foram dois meses e muitas coisas boas. E ainda continuo com a sensação de ter feito o certo. Momentos bons que eu não vou esquecer.
[E não vou]
Ah, eu quase ia me esquecendo da minha empolgação para as faculdades. [ oO’ ] Para falar a verdade, estou meio vagabundo, meio deixando as coisas caminharem por si. Devo parar com isso amanha ou depois, eu desenhei projetos e elaborei metas. Analisei as hipóteses e tenho consciência do que cabe a mim e principalmente do que as minhas mãos podem alcançar. E não se preocupem, pois também tenho conhecimento sobre o tamanho e a precisão dos meus braços, assim como o que eles podem abraçar e não soltar mais. E por favor, não joguem terra. Na felicidade que eu estou, esses grãos não irão passar de meros confetes, por que eu já disse: meu carnaval não acabou, será um esforço seu perdido.
Mas para falar a verdade? Eu estou começando a me animar com “a situação”, eu olhei o meu horário completo hoje e estremeci, eu tenho uma tarde livre na sexta e poucas horas na terça e na quarta [Fora o fim de semana, que eu tenho que estudar]. E isso é serio, às noites e as manhas já eram. Eu assumi ainda outras responsabilidades com minha palavra e vou cumpri-las. Mas foi por isso que algumas coisas aconteceram, eu não vou me decepcionar. Dessa vida eu só saio depois que tombar, dessa vez eu acho que aprendi a ser “maior”.
"É doloroso o processo de crescer. Quem diz que não é está mentindo. Mas a verdade é que algumas vezes quanto mais as coisas mudam, mais elas continuam iguais. E algumas vezes, a mudança é boa. Algumas vezes, a mudança é tudo."
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