sábado, 3 de janeiro de 2009




Antes,
Enruguei-me. Como uma criança no banho por um espaço menos breve que o de um sorriso, um afeto, um sentimento; Absorvi. Como quem coleciona, quem junta, que julga bom e guarda. Passei mais perto de mim. O que existe, a previsão. Tirei uma foto. Guardei. Em seguida, minuciosamente, fui me pondo em prateleiras. Organizei, deixei cair. Vi quicar, destruir. Tentei montar, não conseguiu. Um troféu quebrado na caixa. Mais um propósito e algumas frases para esse texto. Mais um arquivamento, mas um ano, mais histórias. Meus netos iriam rir se eu os contasse tudo. Mas de um tudo, nem sei ao certo se terei netos. Dessa vez nenhuma retrospectiva, nenhum capitulo. Sim, umas garotas e outra “ela”. Os amigos, os livros, o carnaval. Não como antes, mas como vai acontecer ainda por mais alguns depois, em seguida agora, conseguintemente antes...


Agora,
Acolhendo. Como um cachorro faz quando acontece de o dono chegar. Como um bebe faz quando acontece um colinho mais perto. Como alguém acolhe, de fato, a situação de chega; Feliz. Como se todo o melhor de resumisse no agora. No depois, que agora chega. E mesmo infinitamente pequeno, eu acabo acontecendo e assim, concordando com ela. Metas. Vontades. Sonhos. Deixem que a personalidade fale. Um gesto, um ato, qualquer coisa. Se estiver à eminência de acontecer, quando terminarem de ler isso, terá acontecido, imperceptivelmente agora. E exatamente agora, é ontem, é antes...

Depois,
Um futuro agora, e em seguida um antes.
Uma fruta no pé.
Que depois, quando você pega,
Morde,
Come,
Sente,
Acabou todo o mistério.

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