terça-feira, 7 de abril de 2009



Eu posso, talvez, não ter certeza alguma sobre as coisas que eu quero, mas, sobre o que eu não quero, eu tenho pleno conhecimento. Eu não quero o trivial, algo como olhar e saber. Sem percorrer nada, sem sentir nada, sem a graça, sem o medo, sem o desejo, sem a dor, sem o sorriso. Eu não quero nada assim tão pouco, tão pequeno, tão frágil. Eu não quero a mediocridade. O quase lá, o foi por pouco, o faltou só isso, o quem sabe na próxima. Para os “quase-alguma-coisa” eu deixo o regular, o discreto, o instantâneo, o baixo. Eu não quero o falso. NÃO ao engano, NÃO ao susto, NÃO ao fingido, Não ao maquiado. Eu não quero ser triste, não quero ser nenhum deles, não quero parar, [e embora necessário] eu não quero cair. Eu não quero um ciclo, nem um circulo, tampouco um de novo.

Não quero o certo,

Nem o sensato,

Não quero maltrato,

Nem desrespeito,

Não quero palácios nem novembros,

Não quero de uma vez, tantos acontecimentos.

Não quero ser expectador de mim, nem deixar a vida passar.

Eu não quero não ser alegre,

Ou ter menos tempo,

Ou muito blablablá.

Já vi muita gente com muitos quereres não saberem estar,

Contudo, só conheço á mim, até agora que se defini assim,

Pelo que não quer.

Alias, tem uma coisa que [hoje] eu quero:

Colo.

2 comentários:

victor humberto. disse...

sempre estou por aqui, quem será aqui? :DDD

Maelson disse...

Tá aí, boa pergunta! --'