Eu posso, talvez, não ter certeza alguma sobre as coisas que eu quero, mas, sobre o que eu não quero, eu tenho pleno conhecimento. Eu não quero o trivial, algo como olhar e saber. Sem percorrer nada, sem sentir nada, sem a graça, sem o medo, sem o desejo, sem a dor, sem o sorriso. Eu não quero nada assim tão pouco, tão pequeno, tão frágil. Eu não quero a mediocridade. O quase lá, o foi por pouco, o faltou só isso, o quem sabe na próxima. Para os “quase-alguma-coisa” eu deixo o regular, o discreto, o instantâneo, o baixo. Eu não quero o falso. NÃO ao engano, NÃO ao susto, NÃO ao fingido, Não ao maquiado. Eu não quero ser triste, não quero ser nenhum deles, não quero parar, [e embora necessário] eu não quero cair. Eu não quero um ciclo, nem um circulo, tampouco um de novo.
Não quero o certo,
Nem o sensato,
Não quero maltrato,
Nem desrespeito,
Não quero palácios nem novembros,
Não quero de uma vez, tantos acontecimentos.
Não quero ser expectador de mim, nem deixar a vida passar.
Eu não quero não ser alegre,
Ou ter menos tempo,
Ou muito blablablá.
Já vi muita gente com muitos quereres não saberem estar,
Contudo, só conheço á mim, até agora que se defini assim,
Pelo que não quer.
Alias, tem uma coisa que [hoje] eu quero:
Colo.
2 comentários:
sempre estou por aqui, quem será aqui? :DDD
Tá aí, boa pergunta! --'
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