quinta-feira, 27 de setembro de 2007


Como um substantivo abstrato, que provoca dor, lagrima, tristeza, temor pode se chamar amor? Como algo que pode ser comparado com abismo, precipício, prisão e até mesmo labirinto, tem capacidade de aceitar-se, ou melhor, adaptar-se aos que lhe intitulam: AMOR... Por que uma coisa que provoca repúdio, que não tem explicação, é uma febre louca, não se ostenta e se desconhece poderia se chamar amor? Onde está a razão, no momento em que algo inconstante, que não se escapa e a todo o momento nos afeta, nos aventura, nos silencia e nos traz mudez, foi incumbido do fardo da palavra amor?

Tão desconhecido!

Hoje sim o dia foi válido, eu apreciei a glória de uma nova amizade:

ROSA!

Tão doce e meiga, recebeu-me com um largo sorriso, o mais belo e verdadeiro sorriso que já vi. Havia carinho e serenidade, sem falar na felicidade, paz e prazer que ele me transmitiu: hoje eu vejo em mim, apesar de tudo, todos os motivos para ser feliz.

Um olhar tão sereno e singelo, um dos mais brilhantes e sinceros que me forneceram.

Falaram-me uma vez que os melhores amigos são aqueles com quem sentamos por horas sem dizer uma única palavra e ainda assim, saímos com a sensação de que foi a melhor conversa de nossas vidas. E foi assim hoje. Foram poucas as palavras; mas foram as mais completas.

“Obrigado à presença”

“Te amo”

“Graças a Deus”

Isto sim pode ser chamado de amor, o sentimento que move a vida! Não uma vida qualquer, mas, a serena e calma vida de ROSA mesmo com motivos, modestamente falando, grandes e bons o bastante para estar triste: Ela ainda encontra numa simples visita, forças para sorrir.

E sorri!

|Tomando nota: Eu deveria fazer isso mais vezes!|

São momentos assim em que nós descobrimos os sentidos desse caos que recebe o nome de vida!

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