Tão sonolento quanto três pedras, caminhavam rumo abaixo. Um deles, o que importava, tirou os fones do ouvido justamente na hora em que tocava sua canção favorita, no maior volume.
Sentiu e o fez...
Olhou mais uma vez olhou para o céu e procurou um motivo, não estrelas, nem beleza, simplesmente um motivo;
Um só, para que recuperasse a graça que á tempos foi levada sem pedidos de recompensa ou promessas de devolução.
E conseguiu
Não olhando pro céu, mas olhando para frente.
Cálculos, cinema e risos... Éramos quatro em modulo.
| ... |
A volta é sempre a mesma coisa! As luzes dos postes acesas, que vão seguindo separadamente uma a uma à mesma solidão. Duas agradáveis senhoras sentadas na calçada conversando sobre o capitulo da novela que acabou de terminar, o som baixo de risos de algumas crianças que brincavam de bola ao longe... Entre outras coisas que são sempre vistas nas voltas.
E cada volta é uma volta.
Cada retorno é um giro.
Uma nova visão, um novo padrão e mais um abismo.
Cada volta é um novo caos, uma nova canção e nunca um refrão.
Talvez uma nova versão, mas nunca o mesmo fato.
Tantos relatos desconhecidos por todos, exceto os três que agora assustados esperavam o ônibus.
Estavam tão calados hoje, nem mesmo “aquele” disse nada.
Foram pensamentos no vácuo.
Foi quando ele recolocou o fone e notou que a musica tinha acabado!
E acabou!
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