quinta-feira, 27 de setembro de 2007


Não quero nada formal, mas venho através deste, mostrar-me um pouco real, um pouco mais eu. Estou aqui de mãos lavadas, com a sinceridade de uma criança e dispensando as influencias dos superegos... Esse pode ser um dos textos mais estranhos que já fiz, estranho por que não será direcionado a ninguém, exceto a mim. Eu gostaria de mergulhar-me em um abismo hoje, estou cansado de falar de amores e amigos, de erros e acertos, de canções e poetas... Pensem o que quiser e da forma como queria, a visão é a mesma, mudou apenas o ângulo. Meu nome é Maelson, nasci em 09 de março de 1990, indiferente de quase todas as crianças eu trouxe alegria a alguns em determinados momentos. Momentos não são eternos, logo as alegrias também não. Isso quer dizer que eu sou uma pessoa que trás consigo o bom e o mau, o mau no sentido ruim como qualquer outra pessoa... E levando em consideração a inconstância do mundo: Talvez as coisas não estejam aqui amanha... Talvez não as coisas que estão aqui hoje. Quando eu falo coisas, eu falo acima de tudo de mim.

Talvez eu não esteja aqui amanha!

Existem tantas coisas a se falar e fazer, que eu temo não ter tempo suficiente até que tudo venha a eclodir, aos meus amigos eu peço perdão, acho que esse é o momento certo para fazer isso a todos aqueles que eu magoei, faltei com a verdade, fiz coisas absurdas, descontei raivas, brinquei, feri... Pratiquei qualquer ato desses... Dentre os mais importantes | Yana e Lila| Acho que não fui tão verdadeiro com elas tanto quanto poderia ter sido. Gostaria de fazer aqui não com tamanha expressão, mas com tamanha intensidade, eu gostaria de dizer que amo as duas. Mas não um te amo qualquer: mas um daqueles que eu pudesse suprir a falta dos tantos outros que não disse a elas e a todos os meus amigos. E continuando, depois de perdoado, eu queria perdoar, não aos outros. Quanto a eles eu nunca guardei magoas, mas quando falo em perdoar eu refiro-me a mim. Quantas vezes me odiei em não aceitar como eu sou, em tentar fingir o que não posso ser, tentar inventar o que não tenho... Eu deveria ter admirado mais o que tenho em vez de me tornar-me vulnerável as minhas ausências, as minhas deficiências...

Agora, mesmo não querendo, é impossível não acabar falando de erros, amores e superegos, já que estou falando de minha vida e tudo que eu vivi até hoje foi só isso. Tanto o “Outro” quanto “Aquele” são apenas a saída. A única forma que eu encontrei para me aliviar de minha culpa, para tentar fugir do peso do fardo... Meus superegos, ou melhor: meus poços de culpa! À eles dois eu dedico esse texto... Quanto aos meus amores, eles eu classifico como os meus erros... Não que tenham sido meus erros os amores, mas só amando foi que eu descobri o quanto eu erro, e erro... Errei comigo e com vocês.

| ... |

| ... | E os dois me olhavam com a calma e carência de um cão de rua, eles pareciam um só, foi à única vez que os vi assim com as idéias no mesmo sentido. Eles estão com tanto medo quanto eu... Eles sabem o que pode vir a acontecer, o ruim foi que não os ensinei a rezar... Seria uma boa! Somos três poços de dor hoje. | ... || Juli , te amo|

| A propósito, estes são meus pés... Que não iram caminhar na sua direção tão cedo...|

Nenhum comentário: