quarta-feira, 8 de julho de 2009


Escorrem-me ultimamente, quantidades notáveis de palavras. Leves, pesada, doces, pequenas, loucas, inquietas, amargas, lisas, tranqüilas, grandes, legíveis, ásperas, audíveis, ínfimas, poderosas, palavras... Que escorrem por ai como se sangrasse de uma artéria cortada. Pela boca, dedos, mãos, pensamentos, por mim. De uma artéria minha. Palavras que me movimentam. Tornam-me “odiável”, amável, grande, correto, pequeno, rancoroso, errado.

Pelas palavras que eu digo.

Pelas que eu não digo também.

Penso, que enquanto me faltar um amor para pulsar numa artéria,

Eu ainda terei as palavras...

Movimentando-me.